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Discurso da tomada de posse do CA, para o biénio 2009/2010


Excelentíssimo Senhor, TenGeneral Abrantes dos Santos Mui Ilustre Provedor da Mesa Administrativa da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e de S. Sebastião

Membros da Mesa Administrativa da Real Irmandade

Membros do Conselho de Administração, cessante, da Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde

Membros do Conselho Fiscal da Fundação-Lar

Representantes dos Residentes da Fundação-Lar

Representantes do Centro de Dia da Fundação-Lar

Representantes dos Funcionários da Fundação-Lar

Amigos e Beneméritos da Fundação-Lar

Minhas senhoras e meus senhores


Excelentíssimo Senhor Provedor,

Em 22 de Novembro de 2006, tomou posse o Conselho de Administração, que passados dois anos muito me orgulho ter sido o seu Presidente.

Na altura, num período de certo modo conturbado para a Fundação-Lar, por uma transferência de poderes antecipada, a Mesa Administrativa da Real Irmandade depositou, na equipa então empossada, uma confiança total para que dirigíssemos, no biénio 2007/2008, os destinos da Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde.

A todos os Membros do CA cessante o meu muito obrigado pela Vossa ajuda, prestimosa e desinteressada, com que sempre me apoiaram, muito em particular, nas decisões mais complexas.

Profissional tenho, talvez mais por defeito pessoal, o hábito de não salientar, em particular, um membro da minha equipa, ainda mais, quando, em meu entender, a equipa cumpriu, globalmente, os objectivos a que nos propusemos. Porém, não ficaria tranquilo, em consciência, se não apontasse o dedo ao Vice-Presidente do CA cessante.

O Senhor Coronel Artur Botha de Paiva, companheiro e amigo desde os anos 70 foi, sem dúvida, com a sua prestimosa colaboração o Membro mais preponderante do CA cessante.

A sua inquestionável rectidão, o seu saber, a sua ampla experiência aliada a uma perspicaz observação e o seu espírito de missão foram, inquestionavelmente, uma mais-valia que não apenas eu, mas também a Instituição, estamos em dívida e reconhecidos.

Ao Sr. Coronel Paiva o nosso obrigado.


Emxª Senhoras e Senhores,

Exmº Senhor Provedor.

Podem, Vossas Exª estar certos de que os Membros do Conselho de Administração, cessante, envidaram todos os esforços para que, com senso, ponderação e espírito de missão, se atingissem, quase na totalidade, os objectivos propostos no Plano Director apresentado em 18 de Janeiro de 2007.

Contudo, mantêm-se, ainda, por solucionar os seguintes objectivos:

Sabíamos que eram objectivos ambiciosos para um mandato.

A inventariação do imobilizado é, em nosso entender, uma questão cuja solução, mais ou menos dispendiosa e morosa depende, apenas, da disponibilidade e vontade dos Serviços da Fundação-Lar.

Porém, já as questões afins à Câmara Municipal de Lisboa e aos Serviços Sociais, apresentam-se com soluções bem mais complexas:

A primeira, pelas dificuldades em consolidarem-se os documentos necessários, nomeadamente dos projectos, nas áreas das especialidades envolvidas, facto acrescido às vultuosas verbas implicadas;

A segunda, pelo melindre da questão inerente à redefinição dos critérios de atribuição das comparticipações sociais quando atribuídas aos lares de idosos e aos lares residenciais.

Tenhamos esperança que a resolução destas questões, seja breve e que as eventuais penalizações financeiras, a suportar pela Fundação-Lar de Cegos, sejam minimizadas.


Exmº Senhores

Tal como há dois anos atrás, o CA, agora empossado, tudo fará para que se continuem e se possível melhore as medidas tendentes a garantir-se a qualidade de vida e a dignidade dos Utentes da FLar.

Neste momento impõe-se, ainda, uma palavra de reconhecimento e apreço a todos os funcionários da FLar que sem a sua dedicação e entrega não se teria atingido o patamar de qualidade de que julgo estarmos orgulhosos.

Os funcionários podem ficar cientes de que o Conselho de Administração, agora empossado, continuará e reforçará o conjunto de medidas necessárias para que o funcionamento da FLar decorra com normalidade. Quaisquer ajustamentos, julgados pertinentes e necessários face às exigências contratuais de cada um serão, sempre, com vista a garantir-lhes a estabilidade económica e emocional, mas compatível com a sustentabilidade desta Grande Casa que perdura há 112 anos.

O actual Conselho de Administração foi, por razões estatutárias, ampliado com mais um Membro, a nossa Irmã, Maria Manuela Paiva.

Drª, damos-lhe as boas vindas no desejo de que se sinta bem nesta família que vai gerir os destinos desta Fundação no próximo biénio.


Exmº Convidados,

Exm.º Senhor Provedor

Poder-se-á pensar que, sendo o CA agora empossado, quase que o mesmo, a dinâmica imposta no último biénio se irá esbatendo, paulatinamente, neste novo mandato.

Procuraremos não cair na inércia de que basta gerir, com calma e tranquilidade, um novo mandato, na falsa ilusão de que tudo está feito.

Procuraremos ser iguais ao que antes fomos, numa atitude pró-activa e tanto os funcionários como os utentes têm o direito e o dever de nos exigirem isso.

Procuraremos, até ao final do corrente ano, apresentar, à apreciação da Mesa da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e de S. Sebastião, o Plano Director para o biénio 2009/2010, que irá explicitar as nossas intenções neste novo mandato. Tenho dito.

Lisboa, aos 21/11/2008.
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